"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. Como toda forma de classificação histórica, não podemos dizer exatamente quando termina ou começa este período cronologicamente. Mas a observação destes padrões de comportamento na rede pode ser saudável do momento em que colabora com a organização de idéias e conceitos em uma indústria nova e particularmente complexa por sofrer agressivas mutações "
A web 2.0 alcançou sucesso por utilizar um dos fatores que contribuíram para o crescimento da internet como meio de comunicação e entretenimento, ou seja, à constatação de que na internet o usuário tem uma experiência totalmente diferente da obtida com a televisão ou qualquer outro meio de comunicação.
A expressão Web 2.0 foi primeiramente cunhada pela empresa O'Reilly Media, e desdobrou-se em uma séria de conferências e livros atingindo grande popularidade nas comunidades de desenvolvimento web. Uma observação de padrões em comum de negócio e tecnologia em uma variedade de projetos web que estão surgindo levou a dita cuja classificação "Web 2.0".
Sites deixam de ter uma caracteristica estática para se tornarem verdadeiros aplicativos no servidor. As funcionalidades dos sites são muito mais poderosas, lembrando a sofisticação de softwares que rodam no desktop de seu PC.
O conteúdo passa a ser dinâmico e sua publicação muito mais flexível, tanto por editores profissionais como pelos proprios usuários. Ferramentas de publicação multi-plataforma (PC, celular, PDAs, IPTV) geram poder e eficiência jornalistica à sites de notícias, por exemplo. Ao mesmo tempo, o próprio usuário passa a gerar conteúdo (ex. YouTube), classificá-lo e mesmo parcialmente editá-lo usando formatos como RSS, ou Really Simple Syndication (ex. Netvibes). As ?Wikis? são talvez a forma mais extrema de edição colaborativa, onde qualquer pessoa teoricamente qualificada pode melhorar a qualidade de determinado conteúdo (ex. Wikipedia).
Visualmente, as páginas também mudaram bastante. Elas estão com elementos gráficos muito mais desenvolvidos, tratados e agradáveis. Porém, essas mudanças não devem ser relacionadas diretamente com o conceito de Web 2.0. Essas melhorias gráficas foram aprimoramentos aplicados pelos desenvolvedores que coincidiram com a explosão do conteúdo dinâmico. Bom para os usuários, que, ao mesmo tempo, ganharam “voz” na internet com páginas muito mais agradáveis visualmente.
Um exemplo de como o visual não está diretamente ligado a este novo conceito é a Wikipédia, que possui uma estrutura visual básica, investindo pesado mesmo no conteúdo. O Orkut é outro caso de simplicidade no visual, mas eficiência em seus recursos. Simplicidade esta que não deve ser confundida com precariedade, pelo contrário.
Obviamente que gráfico e dinamismo se encontram muitas vezes, e essa união é muito bem vista (literalmente) pelos usuários. Além das inovações puramente gráficas, páginas Web 2.0 também trouxeram alguns recursos deste tipo, como botões grandes e efeitos em degradê. Porém, se o internauta não souber o que fazer em um ambiente maravilhosamente desenvolvido graficamente, esqueça, ele não volta à página.
Em resumo, as páginas Web 2.0 aproveitaram os recursos gráficos, aprimoraram muitos deles e hoje os aproveitam em muitos casos, mas isso não implica uma relação direta entre eles.